Blue sky, green earth.
I see life surrounding me
And feel happiness in the horizon.
The hill is far away
But I am not tired,
I have been sleeping all these years.
The wind pushes me forward,
The gravel moves under my feet.
It’s time to go
domingo, setembro 28, 2008
Time to go
sábado, setembro 06, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
sábado, julho 19, 2008
Algo
Existem pessoas que nos preenchem um lugar no coração, na nossa vida, na nossa rotina.. e não têem noção disso.. ou por outra, têem, durante um certo tempo, quando tudo está bem, quando o normal é telefonar e mandar mensagens, quando o normal é sair com o pessoal, quando o normal é estar lá para quando essa pessoa precisa.... e também para quando não é preciso, e isto é muito importante, é uma linha muito ténue que separa cinismo e hipocrisia, de amizade e de compaixão... é mais importante a pessoa estar lá quando NÃO precisamos dela, do que só aparecer quando precisamos dela... mas esta explicação, que á primeira vista parece não fazer sentido, ficará para um outro post, num outro estado de espiríto, num outro sentimento.
Quando esse lugar nos é preenchido ficamos á espera de um certo número de coisas, inconscientemente claro está, é apenas legítimo essa espera. Mas depois... algo acontece. Não se consegue definir o quê ou o porquê, apenas... acontece. E essa pessoa, que nos deu tanta alegria, (e também dissabores tb faz parte) de repente... muda. Como disse ainda agora, não sabemos o porquê, apenas acontece, a vida é assim mesmo, e esta mudança, não é uma mudança para melhor... nem para pior.
É estranho eu estar a falar disto, secalhar também EU fui alvo dessa mudança, desse miasma, sim eu considero que isto É uma doença, mesmo sabendo que, como disse, não considero ser uma coisa má, nem boa. Algo inadvertido, que nos compela a seguir em frente, sem olharmos para trás... pois... secalhar é esse mesmo o problema... olhar para trás.
Ao mudar, e não se apercebendo do seu papel nos corações de tanta gente, e no meu claro está, a pessoa... ofende... desilude... entristece. E é interessante este debate inteiror, esta discussão entre aquilo que sentimos e aquilo que vemos. A verdade é que... não queremos aceitar o que se passou, queremos ainda ver a pessoa como sempre ela nos mostrou, e queremos demonstrar a ela que ela ainda ocupa um lugar de destaque, e o mais incrível de tudo é que ocupa! Ainda ocupa esse lugar! Só que... já não é a mesma coisa... o miasma causou com que houvesse falta de contacto, falta da sua presença, falta... de tudo. E ela não se apercebe disso, ou se se apercebe não o demonstra. E não o demonstra porquê? por medo? vergonha?... porquê?
Acho que nessa altura também procuramos arrependimento da parte da pessoa, mas ele não vem cá pa fora... nem nunca áde vir.
O que se passou passou-se e não se poderia ter passado de outra maneira, gosto de pensar assim, dá-me conforto, e força... mas será mesmo verdade?
Entristece-me muito ao olhar para trás e ver aquilo que fizemos, aquilo que conseguimos atingir e agora e aquilo que perdemos... passei de amigo a conhecido... e muito provavelmente passarei de conhecido a uma lembrança. Uma lembrança de algo que foi muito bom na altura, mas que hoje, para essa pessoa, o seu significado perdeu-se.
"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas... nos carros... nas pontes... nas ruas...
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Ornatos Violeta - Ouvi Dizer
Obrigado por lerem:)
domingo, junho 22, 2008
Essência do Oriente
Os pobres não têm dinheiro para a felicidade pois não podem comprar o livro positivo. Preocupam-se em satisfazer as suas necessidades e, quando o conseguem, são invadidos por uma sensação de alívio. Naquele momento estão óptimos e, até voltarem a sentir fome ou até á próxima factura, terão tudo o que precisam. Não têm tempo para olhar para os outros, para verem o que não têm mas podiam ter se se esforçassem mais. Não têm o livro mas também não lhes faz falta pois, por incrível que pareça, estão felizes.
Já nós que não nos preocupamos com a falta de comida e podemos navegar na net à vontade, escrever textos sobre livros de auto-ajuda, comentar o que se passa no nosso país e discutir religião, achamos mais difícil encontrar esses raros momentos. Quando não sabemos o que nos faz falta mas sentimos falta de algo, estamos perdidos. Olhamos para os outros procurando pistas. Talvez um carro, uma viagem ou um livro. Procuramos nos outros algo que nós possamos possuír, deter; algo que seja nosso e que traga a solução para o nosso vazio. Não conseguimos largar o ideal básico de que a solução pertence-nos e não é partilhável. Não conseguimos olhar para os nossos pares e ver a solução não no que eles têm, mas sim neles próprios.
Todas as pessoas são inseguras, sem excepção. Todas podem ser ajudadas e ajudar. Desde uma palavra de conforto de um desconhecido até um toque entre duas mãos. Estes pequenos gestos trazem a felicidade. Só precisamos de dar atenção à essência da pessoa. Absorver tudo, desde o olhar meigo e gentil até ao sorriso de escárnio e mal-dizer.
Não acredito no pensamento positivo. Sei que o pensamento existe mas não acho que seja a solução, mas sim o problema. É por pensarmos e temermos o que os outros pensam que nos escondemos por detrás de pesadas máscaras e criamos fortes e corajosos guerreiros que de nada têm medo mas que em ninguém confiam. Afastamo-nos e conversamos sem ouvir, procurando nos outros as armas que nos faltam para combater a vida.
É curioso que eu escreva estas palavras. Não sou como o ex-bombeiro que ficou multimilionário com o pensamento positivo do livro. Nada em mim indica que eu sigo o que prego. Não sou dado ao abraço irracional nem à confiança nas pessoas. Ferido no passado procurei a felicidade nas coisas pequenas da vida. Desde o cheiro da relva húmida após uma chuva de Verão até a uma lareira aquecendo-me numa noite de Inverno. Com o passar do tempo, a minha idea de felicidade foi perdendo pessoas, desde amigos à família. Até que um dia estava sozinho e sentia-me feliz nesses momentos.
Costuma-se dizer que só sentimos falta do que não temos. Eu pensava que não precisava de pessoas mas quando surgiu a ameaça da perda, perdi o gosto pelo cheiro da relva e pela lareira acolhedora. Nada disso teria sentido. Felizmente tive uma segunda oportunidade e não tenciono desperdiçá-la. Tenciono partilhar todos aqueles pequenos nadas que me traziam felicidade com quem me rodeia, e assim voltar a sentir aquele raro momento de alívio. Mas facilmente o corpo não obedece à mente, e muito menos ao coração. Sou um solitário anónimo e, como tal, tenho que viver cada dia de cada vez, esperando conseguir afastar-me lentamente dos meus velhos hábitos.
quarta-feira, junho 18, 2008
Amendoins
Estou bem disposto.
Sinto-me bem sem conseguir explicar porquê.
Se soubesse não seria a mesma coisa.
O inexplicável não é argumentável,
Está na minha essência e completa-me.
Nada me oportuna em demasia.
Sorrio por tudo e por nada
E tenho vontade de rir.
Estou com o chamado vipe de boa disposição.
E com o vipe volta a estupidez...
A verdade é que puxei o autoclismo
E lavei o trono de porcelana.
Não sei se voltarei a sentar-me lá.
Tive muito tempo aflitinho
Mas agora estou mesmo na boa.
Há quem diga que isto é liberdade.
Eu cá acho que foi dos amendoins.
terça-feira, abril 22, 2008
Le empalance
terça-feira, abril 08, 2008
Xhildrenhoody
Um dia acordei suado à tarde. Certas memórias ocultas no meu espírito vieram ao de cima, na minha cabeça, através de certas músicas. Era eu criança de poucos anos e, aparentemente, passava o dia a atirar o pau ao gato. Mas porquê? Será que eu era ainda mais perturbado do que pensava ou seria apenas extremamente estupído? Quer que se dizer, toda a gente sabe que só se atira o pau para o cão ir buscar ou para a girafa engravidar! É do senso comum! Mas o pior é que as memórias só agora começavam a ter a entoação correcta. Eu atirava o pau por um e só um propósito: eu pretendia assustar a soura dona Chica através do berro que eu iria provocar no animal, isto é, no gato. Várias questões surgem assim:
- Quem é a Dona Chica? Eu não me lembro de nenhuma soura de renome, assim de rompante. Será que fui drogado e violado com adubo quando era criança por tal dona e agora não me alembra?
- Porque pretendia assustar a soura dona? Quais são os meus motivos? Talvez uma pequena vingança pelo acidentezinho do adubo.. Foda-se, se assim for a cabra até teve sorte!
- Os gatos berram ou miam?
- Porque é que o gato berrou? Com a minha capacidade de apontar para um alvo de forma a acertar no dito cujo, provavelmente teria acertado na dona Chica. Se assim foi, é bem feito pá gaja aprender a não andar a brincar com adubo!
Felizmente, não me lembro do resto da música que representa a minha infância. Mas... Pera aí... NÃO! O que é que eu fui fazer à loja do Mestre André? Eu não sei tocar nenhum instrumento!! E aqueles ruídos do pianinho e parvinho e do catinho? O que foi isso? Será que a soura dona Chica também estava envolvida com o mestre André? Tinham, talvez, uma relação ilegal e ruidosa que envolvia adubo e jovens crianças? Estou deveras a ficar assustado! Tenho que limpar a mente e parar de me lembrar de coisas antes que.....NÃO! CABEÇA PARA BAIXO E RABINHO PARA O AR! Que infância foi esta!?!
terça-feira, março 18, 2008
Underdog
Pedras no sapato,
Mitras na rua,
Desrespeito.
Venha ele!
Acidentes marcantes,
Ataques pessoais,
Mortes estupidas.
Venha ele!
Bullying,
Pernas partidas,
"Facadas" nas costas.
Venha ele!
Doenças prolongadas,
Futuro incerto,
Traições várias.
Venha ele!
Não vejo fraqueza.
Toda a merda acontece ao mesmo tempo e ainda ergo a cabeça e respiro com vontade.
Aqui e em qualquer lugar, agora e sempre, caio e levanto-me.
Caio sozinho; não arrasto ninguém.
Levanto-me sozinho pois sou orgulhoso e desconfiado.
Quando o bom superar o mau, talvez mude. Mas por agora sou o underdog.
Mas remember, só há vencedores quando há derrotados.
Jamais serei vencedor mas também não serei derrotado!
domingo, março 09, 2008
Eureka banzai
Já vejo pessoas.
Não me limito a ouvir
Mas também a observar.
Olhos nos olhos,
As cores ficam mais vivas.
Não me interessa o reflexo
Mas sim o fundo negro,
O chamado poço da alma.
Começo a reconhecer caras,
A lembrar-me do que vi,
De quem vi.
Não só as conversas.
O que vestia, os sinais, as borbulhas.
Os pequenos detalhes já não escapam.
A mim não me interessam,
Mas noto que assim tem que ser.
Só assim me aproximo dos olhos,
Só assim quebro as barreiras,
Um pouco das minhas mas principalmente as dos outros.
Agora só me falta conseguir fazer isso antes das conversas
Pois quando ando pela rua, nada vejo para além de vultos.
Vultos que podem ser amigos que não vi.
Pessoas com quem devia falar.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
O Justiceiro
Como tenho pena das crianças portuguesas que viverão a sua infância sem este pilar a sustentar a forma como pensam. Onde irão buscar o valor essencial de que o carro é o nosso melhor amigo e as permanentes são giras? Onde? ONDE? Estaremos todos perdidos!?!
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Estupidez (wikipedia)
Manifestação pela educação
Recentemente uma grande quantidade de atenção foi dada sobre outra classe de estupidez: ações estúpidas por esses que são muito educados. Em anos recentes um número de noções tal como o groupthink (pensamento de grupo) foi desenvolvido para explicar isto. Isto é um tema claramente novo para pesquisadores e há ainda poucos trabalhos acadêmicos no assunto, embora já no Século XIX Oscar Wilde tenha escrito que "não há nenhum pecado, exceto a estupidez". Contrariamente indivíduos inteligentes também podem ter um comportamento estúpido quando seu pensamento racional é descarrilado por opiniões fortes ou crenças rígidas. Neste caso a vítima cai na polarização da confirmação e começa a selecionar dados: tornando-se intencionalmente cego e surdo à evidência contrária, enquanto ao mesmo tempo coleta as evidências que apóiem as suas opiniões e crenças. Anote que a ciência moderna desenvolveu-se para combater esta forma de estupidez. Durante o pensamento científico deve-se constantemente criticar nossas próprias opiniões e suposições (tentativa de desmentir hipóteses).
A Enciclopédia da Estupidez (The Encyclopedia of Stupidity) por Matthijs van Boxsel é baseada na contenda do autor de que a "estupidez é o fundamento de nossa civilização" e sua idéia de que ninguém é suficientemente inteligente para compreender quão estúpido é. Isto não é tão estúpido como soa se incluir na definição de estupidez "auto-destruição inconsciente, a capacidade de agir contra um voto de felicidade". Um ditado atribuído a Albert Einstein é "Só duas coisas são infinitas, o universo e estupidez humana, e eu não estou seguro sobre o anterior". A estupidez, mais exatamente, não pode ser vista como o contrário à inteligência mas como uma espécie de ausência defeituosa de inteligência, a escuridão que faz a luz da inteligência verdadeira visível. Contrastado com ignorância, que é a falta de conhecimento, não a falta de inteligência.
Na comédia
Enquanto a comédia existir, a estupidez humana será uma fonte de divertimento e gargalhadas. O palhaço ou bufão do teatro antigo é o antepassado de uma longa linhagem que continuou por Falstaff e Bottom (personagens de Shakespeare), o Eccles das radiocomédias britânicas, o Pateta dos quadrinhos e desenhos animados e os diversos tipos criados no cinema por comediantes como Norman Wisdom e Jerry Lewis, chegando à cultura contemporânea através de personagens como Homer Simpson e Peter Griffin. O bobo/palhaço sempre foi um personagem central na maioria das comédias.
Hoje há uma grande produção de programas para televisão que exibem a estupidez não representada, desde a captada espontaneamente por vídeos domésticos (no Brasil conhecidos como videocassetadas) até séries semi-documentais como Jackass. Mas em geral as melhores exposições da estupidez são criadas por brilhantes comediantes como o grupo britânico Monty Python ou, mais recentemente, o Da Ali G Show.
Uso como uma tática de vendas
Fingir ser menos inteligente, abaixo de suas possibilidades, é uma forma explorada pelos promotores de vendas. Como na maioria de campos, ser bem sucedido em vendas exige uma grande quantidade de inteligência e empatia. No entanto, se um vende algo, o comprador potencial deve sentir-se como tendo o controle. Portanto, pode ajudar fingindo-se ser estúpido. O promotor de vendas bem sucedido tende a ser extremamente inteligente apesar de sua 'fachada de idiota', particularmente quando sua possibilidade é de inteligência acima da média, ou se é treinado em tais técnicas de vendas. A série de televisão Lieutenant Columbo usou esta técnica para resolver crimes.
Este modo é quase a tradição satírica de observadores supostamente ingênuos, tal como Oliver Goldsmith um supostamente chinês no Século XVIII, em Londres, em "The Citizen of the World" (O Cidadão no Mundo"), e outros, incluindo Montesquieu com "Persian Letters" (Cartas Persas).
O indivíduo vs estupidez coletiva
Na psicologia, isto é conhecido como individualização nas multidões, e pode levar a comportamentos não indicados fora da situação social específica. Os comportamentos ocorrem porque os indivíduos se conformarão às normas sociais percebidas “que lhe caibam” ou projetam uma impressão de si como o “normal”."
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Acordar...
Numa tentativa desesperada de aquecimento imediato ligo a maquinaria a que chamam "AR CONDICIONADO" e espero num misto de sono e querer dormir mais.
Atinge-me uma sensação primordial de urgência e levanto-me. Estou perante mais um dia cheio de sub rotinas que agradam-me mas ao mesmo tempo desiludem-me...
Tocando com os dedos do pé no chão sinto um frio chocante que faz-me procurar de imediato o tapete que "em tempos" estava mesmo ali... À frente da cama... E neste preciso momento, encontra-se chegado à esquerda tomando na parede uma forma de arrumação onde o adjectivo "selvagem" é sucinto.
Sou o CAOS! Terei tentado em tempos antigos a formulação da causa do problema que sou...
Mas concluo simplesmente e por agora que a minha constituição deve-se sobretudo a preocupações fugazes de inconsciência absoluta e urgências menores que tomam proporções "cataclísmicas".
Deixarei para o futuro (esse amigo de longa data) todas as minhas preocupações a longo prazo e como já diziam os gregos serei CARPE DIEM por agora...
Após toda esta divagação que em vocabulário popular tem-se chamado "enchimento de chouriço" continuo na minha jornada de consciência matinal quando deparo-me com os meus "ricos sapatins".
Adjectivo-os de "ricos" pois são exactamente isso... São um autêntico festim para os "podolatras". Na cobertura do pé dá-se um orgasmo incessante onde a palavra "chega" nunca vem...
O seu formato é simplesmente "foleiro" onde as cores abundam de uma maneira "cigana" e estravazada...
É uma festa saber que todos os dias (da vida do material apresentável do sapato) calçarei tais "pantufas" e terei pequenos orgasmos pois não tenho qualquer fetiche com pés...
Após tal operação "prazeiroza" decido embarcar noutra sub rotina bastante necessária... Vestir as calças por cima das calças do pijama...
Para muitas pessoas isso pode ser considerado um crime higiénico ou mesmo uma falta de respeito pela conduta da rotina pós-sono mas em minha alegada defesa só poderei justificar tal acto devido a uma combinação extraordinária que tenho: CAOS+PREGUIÇA+DESPREOCUPAÇÃO.
Subitamente dá-se-me uma rajada de sono e, de uma golpada só, retorno ao "ninho".
BAH!
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Bicho do mato
As palavras tiram-nos o controlo.
Nunca disse o que devia
Nem acho que alguma vez o irei conseguir fazer.
Revejo alguns diálogos,
Penso no que deveria ter dito.
Tantas hipóteses!
E eu fui logo escolher a cena mais estupida
E que em nada me representa.
É como se estivesse a ver o meu corpo,
Qual marioneta controlada por outrém,
A mentir e a asneirar sem razão nenhuma.
E lá estou eu, pateta alegre,
Tentando desesperadamente fugir do meu corpo
E apenas voltar quando o buraco estiver bem fundo,
Para que me possa esconder.
Atropelo-me e assim continuo.
Acabo a falar sobre algo que não queria,
Que não é indicado
Nem interessante,
Que só provoca olhares confusos.
“Afinal, o que é que este quer?”
Bem, eu só quero conversar
Mas aparentemente isso é complicado.
Sou estupidamente incapaz
E em vez de me calar, não!
Ainda falo mais.
Acresento piadas sobre pressão,
Muito más (ou piores do que o habitual)
E lá chego aos risinhos nervosos.
Será preferivel passar por tudo isto
Ou ter a gentileza de um bicho do mato
E dizer: “Acabou a conversa.
Claramente não tenho mais nada de jeito que te possa dizer,
Por isso é melhor pararmos por aqui
Antes que estrague tudo”?
Porra, o que me irrita é que até tenho jeito para monólogos!
E isso não é mais do que egocêntrismo.
Significa que prefiro ouvir-me a falar comigo próprio do que ouvir-me a falar com outrém.
Mais valia conversar desta forma:
“Fala aí qualquer coisa para que eu fique mais rico como pessoa sem sentir que tu ficaste mais pobre por teres que me ouvir.”
Talvez esta luta perdida contra o silêncio
Seja aquela parte chata do nosso enriquecimento.
....
Já nem sei o que escrevo.
Apenas sei que nunca encontrei ninguém assim.
Mesmo aqueles que estiveram menos bem nas palavras
Apenas me fizeram sentir bem
Por saber que são tão humanos quanto eu.
Só espero que também sejam compreensíveis.
Caso contrário, terei que passar a trazer comigo um cartaz
“Não ligue. Ele não sabe o que diz.”
sábado, fevereiro 09, 2008
Copulando Saxo
Gato em telhado de zinco
Madeira podre e dura
Uma gaivota descendo
Um abrunho cantando
A luz vibrando
O som que cega
Fuckin bureaucracy
Quicker than a ray of light
A selva da terra
Na cidade encontrada
Perdida no mar
Ride the snake
O submarino amarelo
À volta do mundo
O ritmo do riso
Riders of the storm
Man!
Isto é mega profundo, tás a ver?
É, tipo, uoh!
Ya, tipo, mega!
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Volta ao mundo em humor de 180 graus
Sendo assim, os próximos 5 posts são videos de senhores do riso. Enjoy!
The Office - Handicap Tests
Começamos com o país da rainha. Este senhor deveria receber uma vénia (sem intuito de flácio). Ele sabe pensar e liderar pessoas para que falem de coisas que nada mais são do que uma verdade inconveniente. Grande hom!
Herman José - Palavrões
Pela qualidade do video podemos concluir que o humor português já esteve melhor. Ainda procurei o miar do gato mas já nada se aproveita. Resta-nos fechar os olhos e apreciar (até porque olhar pó video provoca aneurismas vários)
Comedy Inc. - Bathroom Scene
Bem, não consigo ter a certeza se este video é realmente do Comedy Inc. porque não reconheço as personagens. Mas parece-me que isto é coisa de australianos.
Sai de Baixo - Pérolas da Magda
À certas coisas que conseguem chegar a Portugal (provenientes do Brasil) que não são só mais uma novela. Estas pérolas raras e antigas jamais podem ser esquecidas.
Sai de baixo 4ever!
