quarta-feira, dezembro 17, 2008

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Sempre

Sempre quis mudar
Nunca quis que me mudassem

Abomino o controlo
Quero controlar a minha vida
Para sempre

Escolho passear só
Quero companhia
Para sempre

Evito sentir dor
Sinto dor pelos outros
Sempre

Não quero voltar ao passado
Quero que nada mude
Para sempre

As pessoas são estranhas
Quero tocar nas suas almas
Para sempre

Sempre quis o que não tenho
Nunca sei o que quero

quinta-feira, dezembro 04, 2008

I Grieve

It was only one hour ago
It was all so different then
Nothing yet has really sunk in
Looks like it always did
This flesh and bone
It’s just the way that we are tied in
Now there is no-one home

I grieve
For you
You leave me

So hard to move on
Still loving what’s gone
They say life carries on
Carries on and on, and on… and on

The news that truly shocks
Is the empty, empty page
While the final rattle rocks
Its empty, empty cage
And I can’t handle this

I grieve
For you
You leave me

Let it out and move on
Missing what’s gone
They say life carries on
They say life carries on, and on… and on

Life carries on in the people I meet
In everyone that is out in the street
In all the dogs and cats
In the flies and rats
In the rot and the rust
In the ashes and the dust

Life carries on and on and on and on
Life carries on and on and on
It’s just the car that we ride in
A home we reside in
The face that we hide in
The way we are tied in
And life carries on and on and on and on
Life carries on and on and on

Did I dream this belief?
Or did I believe this dream?
Now I can find relief
I grieve


Peter Gabriel

quarta-feira, dezembro 03, 2008

1542

My heart aches with pain
My soul is shattered once more
I don’t want to feel like this again

The glass is still half empty,
There is cheese in the fridge
But the body has no more soul

It hurts, oh my God, it hurts so much
And I feel guilty for my feelings
If I am not strong, who will be?

My throat is closing-up
I’m losing control
I cry silently but don’t hide the tears

And I cry when I look at the others
And feel what they feel
So much pain…so much pain

How can she be dead
If I bought her a present
If I can see her alive in my head?

I hope my tears never dry up
I don’t want her life to become
Just a memory

If I hurt, I feel
I feel her life with mine
Together

I will never be alone
As long as I love
And expect nothing in return

domingo, novembro 30, 2008

Café olé

Je ne parle pas français
Mais je croix que si une personne habite à Paris
Le minimum qu’elle doit de faire
Est écrire quelque chose en français.
Donc, voilà !
Je peux parler de la vie à Paris
Ou de la vie en general.
Mais je ne sais pas les mots necessaires...
Je peux uniquement vos dire
Que le pain au chocolate est bon,
Le crèpe au Nutella est super
Et la Maison du Portugal est ma chez.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Tambores e Espelhos

É interessante como a vida nos revela "façanhas" que nem nós sonhamos sermos capazes de as realizar. Não estou a falar de façanhas á James Bond ou á D'artacão, em que o herói da história debate-se com um número infindável de inimigos e sai sempre, ou quase sempre, ileso do combate. Mas sim daqueles façanhas que todos nós julgamos que nunca as iremos concretizar. Aquelas cujo o predicado das mesmas atinge um valor moral, insondável, mas não dogmático claro está, porque se assim o fosse realmente nunca as faríamos.
De certo, já passámos por situações ou experiências em que citamos as seguintes frases: "Isso nunca há-de acontecer!"; "Preferia morrer a fazê-lo!!". Pois é, a verdade é que muitas das vezes as coisas não se passam como apregoamos. E porquê...?
Uns dizem que é falta de coragem, falar é fácil e tal... Outros dizem que é apenas garganta, que é "bazófia", aquela que muitos têm aquando da realização de qualquer feito digno de ser realçado, como por exemplo... fazer uma tese sobre a eloquência e a total falta de gosto de um certo indivíduo, fazendo realce a toda a sua indumentária e não esquecendo claro, a pequena nota sobre a sua sensibilidade, apenas rivalizando com a de um penico, sem falar claro está naquele seu sorriso desarmante, que de grotesco tem tanto, como se testemunhássemos um rochedo a sorrir.. (não comentem). Mas a verdade é outra. A verdade é que por natureza o Homem tem tendência a criar camadas e camadas de cinismo sobre ele, o manto civilizacional praticamente obriga-o a tal, e isto é um processo automático, para muitos nada consciente, senão mesmo para todos. Por isso é que nos portamos de tal maneira.
É com tristeza que testemunho a muitas transformações. Suponho que muitas dessas tristezas passam por dois defeitos primários, inerentes ao homem e á mulher respectivamente. O defeito principal do homem, é que independentemente de como se comporte, nunca há-de concordar com o feitio da mulher... e isto é dito por MIM, uma pessoa que, e quem me conhece sabe disto, acredita plenamente que o homem foi feito para a mulher, e a mulher para o homem. Isto não tem nenhuma conotação religiosa ou homofóbica de nenhuma maneira, é apenas como eu interpreto as duas premissas (homem e mulher) num mesmo contexto. E o defeito principal da mulher é pensar que são muito maduras quando na realidade não o são. Acreditem, eu não sou nada machista, justiça seja lhes feita.. realmente as mulheres amadurecem mais depressa que os homens, fazem-se mulheres mais cedo, mas talvez seja por isso que têm este defeito. E é interessante ver as duas partes a "culminar", porque, e independentemente de tudo... resulta. Estes dois seres, intrinsecamente ligados, e polarmente opostos conseguem fazer os "filmes" mais incríveis e, ainda assim, saírem "ilesos da sua relação".
O mundo é um sítio estranho, mas o coração ainda é mais.

"O tambor é oco, é por isso que produz som. Tal como o espelho é vazio, é por isso que reflecte a imagem."

quarta-feira, novembro 26, 2008

Pequena Epifania

Quando dentro do coração a lembrança adquire um sentido, um propósito, chama-se intenção. Quando essa intenção permanece durante algum tempo, pode formar um desejo que, ao adaptar-se ás mudanças materiais dos objectos, adquire ambições, aspirações, e volta como uma ponderação, um pensar profundo... é chamado pensamento.

terça-feira, novembro 25, 2008

O método

Leio o texto de um amigo de longa data e encontro inspiração. Estou mais uma noite sem conseguir dormir e a minha capacidade de absorver o que leio ou vejo está alterada. Mas através do simples facto de ver que algo está lá para ser lido e avaliado, lógica e emocionalmente, dá-me força e inspiração.
É inegável que tenho passado por muito, que não sou o mesmo de antes, se bem que antes não sabia quem era e agora ainda me procuro. Mas sinto que estou diferente. E nada tem a ver com o facto de não estar no meu país. Nem sequer com as inumeras viagens que já fiz. Nem sequer tem nada a ver comigo, com aquilo que fiz, pensei ou planeei. Por incrivel que pareça estou diferente por causa das pessoas que me rodeiam. Nem eu, nem toda essa gente tem conscîencia do efeito que tem em mim. Apenas sei dizer que há algo indefinível.
E o que me fascina mais não são as nacionalidades, backgrounds ou sequer idades. É pura e simplesmete o facto de, por detrás de tanta aparente diferença, sentir que somos todos bastante iguais naquilo que procuramos na vida, se bem que nunca conseguimos definir o nosso objectivo de forma a que todos o compartilhem...
A forma como o tentamos atingir é que difere de pessoa para pessoa; é aquilo que nos torna únicos. Gostaria de ter o livro de receitas que me dissesse qual é a forma correcta para mim, uma vez que vão surgindo dúvidas no meu espirito sobre o método que tenho seguido. Começo a sentir que não estou a fazer as coisas da forma que considero certa; sinto que estou a fugir ao meu destino em vez de o tentar encontrar. Ando à deriva e como tal, ora puxo de um lado, ora afasto de outro, nunca me envolvendo em demasia pois isso prender-me-ia a um determinado método que pode não ser o meu. Tenho os comportamentos de 40 pessoas diferentes para ver se é na sua pele que encontro a forma certa e, como consequência, deixo de ser visto como uma pessoa estável ou, pior, sou visto como falso.
Todas esta dúvidas surgiram porque eu consegui, por algum tempo, desligar o meu cérebro por completo, e limitar-me a sentir. Certas coisas básicas em relação à minha personalidade só agora são visíveis, e o que me assusta (agora que voltei a ligar o cérebro) é que muitas das minhas decisões foram de certa forma masuquistas e com o intuito de ser conduzido a mártir (o que é certamente egoísta). Eu escolhi entrar num mundo que não gosto e criei histórias de como eu estou contra o mundo, sozinho numa guerra sem vencedores. Sempre pensei que o mundo estava errado mas nunca achei que talvez o problema fosse meu. Eu escolhi entrar nesse mundo e dessa forma deixei de ver outras facetas com as quais, provavelmente, me identificaria mais e onde seria apenas mais um. Certamente, tive e, de certa forma, tenho problemas com esse “apenas”, mas já estou farto de me distanciar de tudo e todos no mundo que escolhi. Preciso de mudar de mundo. Ao menos já consigo entender que pouco interessa o porquê das coisas antes de saber onde quero estar. Se vou pensar nalguma coisa, mais vale pensar onde quero viver em harmonia com outros para que assim possa encontrar a minha verdadeira forma de atingir o objectivo universal.


Pequeno aparte: As frase não estão bonitas nem tratadas pelo que este post vem depois dos dois que me conduziram à inspiração. Mas perfeito, mesmo, seria se estivessem lado-a-lado.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Damon

Being stuck in the same place and time
No movement, caged forever.
No nomad can survive

No nomad can change his life,
Relief is not possible.
There is only one transformation.

The soul streams apart from the body.
Flies away through clouds of dreams
And for all eternity becomes free,
Becomes damon!

domingo, setembro 28, 2008

Time to go

Blue sky, green earth.
I see life surrounding me
And feel happiness in the horizon.

The hill is far away
But I am not tired,
I have been sleeping all these years.

The wind pushes me forward,
The gravel moves under my feet.
It’s time to go

sábado, setembro 06, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

sábado, julho 19, 2008

Algo

Existem pessoas que nos preenchem um lugar no coração, na nossa vida, na nossa rotina.. e não têem noção disso.. ou por outra, têem, durante um certo tempo, quando tudo está bem, quando o normal é telefonar e mandar mensagens, quando o normal é sair com o pessoal, quando o normal é estar lá para quando essa pessoa precisa.... e também para quando não é preciso, e isto é muito importante, é uma linha muito ténue que separa cinismo e hipocrisia, de amizade e de compaixão... é mais importante a pessoa estar lá quando NÃO precisamos dela, do que só aparecer quando precisamos dela... mas esta explicação, que á primeira vista parece não fazer sentido, ficará para um outro post, num outro estado de espiríto, num outro sentimento.
Quando esse lugar nos é preenchido ficamos á espera de um certo número de coisas, inconscientemente claro está, é apenas legítimo essa espera. Mas depois... algo acontece. Não se consegue definir o quê ou o porquê, apenas... acontece. E essa pessoa, que nos deu tanta alegria, (e também dissabores tb faz parte) de repente... muda. Como disse ainda agora, não sabemos o porquê, apenas acontece, a vida é assim mesmo, e esta mudança, não é uma mudança para melhor... nem para pior.
É estranho eu estar a falar disto, secalhar também EU fui alvo dessa mudança, desse miasma, sim eu considero que isto É uma doença, mesmo sabendo que, como disse, não considero ser uma coisa má, nem boa. Algo inadvertido, que nos compela a seguir em frente, sem olharmos para trás... pois... secalhar é esse mesmo o problema... olhar para trás.
Ao mudar, e não se apercebendo do seu papel nos corações de tanta gente, e no meu claro está, a pessoa... ofende... desilude... entristece. E é interessante este debate inteiror, esta discussão entre aquilo que sentimos e aquilo que vemos. A verdade é que... não queremos aceitar o que se passou, queremos ainda ver a pessoa como sempre ela nos mostrou, e queremos demonstrar a ela que ela ainda ocupa um lugar de destaque, e o mais incrível de tudo é que ocupa! Ainda ocupa esse lugar! Só que... já não é a mesma coisa... o miasma causou com que houvesse falta de contacto, falta da sua presença, falta... de tudo. E ela não se apercebe disso, ou se se apercebe não o demonstra. E não o demonstra porquê? por medo? vergonha?... porquê?
Acho que nessa altura também procuramos arrependimento da parte da pessoa, mas ele não vem cá pa fora... nem nunca áde vir.
O que se passou passou-se e não se poderia ter passado de outra maneira, gosto de pensar assim, dá-me conforto, e força... mas será mesmo verdade?
Entristece-me muito ao olhar para trás e ver aquilo que fizemos, aquilo que conseguimos atingir e agora e aquilo que perdemos... passei de amigo a conhecido... e muito provavelmente passarei de conhecido a uma lembrança. Uma lembrança de algo que foi muito bom na altura, mas que hoje, para essa pessoa, o seu significado perdeu-se.


"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas... nos carros... nas pontes... nas ruas...
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"

Ornatos Violeta - Ouvi Dizer


Obrigado por lerem:)

domingo, junho 22, 2008

Essência do Oriente

Vi hoje uma notícia sobre livros de auto-ajuda. Um ex-bombeiro afirmava que o segredo para a felicidade é o pensamento positivo. A minha reacção foi a de um simples suspirar de cansaço. O mesmo discurso de centenas de anos volta a ser utilizado para vender mais.
Os pobres não têm dinheiro para a felicidade pois não podem comprar o livro positivo. Preocupam-se em satisfazer as suas necessidades e, quando o conseguem, são invadidos por uma sensação de alívio. Naquele momento estão óptimos e, até voltarem a sentir fome ou até á próxima factura, terão tudo o que precisam. Não têm tempo para olhar para os outros, para verem o que não têm mas podiam ter se se esforçassem mais. Não têm o livro mas também não lhes faz falta pois, por incrível que pareça, estão felizes.
Já nós que não nos preocupamos com a falta de comida e podemos navegar na net à vontade, escrever textos sobre livros de auto-ajuda, comentar o que se passa no nosso país e discutir religião, achamos mais difícil encontrar esses raros momentos. Quando não sabemos o que nos faz falta mas sentimos falta de algo, estamos perdidos. Olhamos para os outros procurando pistas. Talvez um carro, uma viagem ou um livro. Procuramos nos outros algo que nós possamos possuír, deter; algo que seja nosso e que traga a solução para o nosso vazio. Não conseguimos largar o ideal básico de que a solução pertence-nos e não é partilhável. Não conseguimos olhar para os nossos pares e ver a solução não no que eles têm, mas sim neles próprios.
Todas as pessoas são inseguras, sem excepção. Todas podem ser ajudadas e ajudar. Desde uma palavra de conforto de um desconhecido até um toque entre duas mãos. Estes pequenos gestos trazem a felicidade. Só precisamos de dar atenção à essência da pessoa. Absorver tudo, desde o olhar meigo e gentil até ao sorriso de escárnio e mal-dizer.
Não acredito no pensamento positivo. Sei que o pensamento existe mas não acho que seja a solução, mas sim o problema. É por pensarmos e temermos o que os outros pensam que nos escondemos por detrás de pesadas máscaras e criamos fortes e corajosos guerreiros que de nada têm medo mas que em ninguém confiam. Afastamo-nos e conversamos sem ouvir, procurando nos outros as armas que nos faltam para combater a vida.
É curioso que eu escreva estas palavras. Não sou como o ex-bombeiro que ficou multimilionário com o pensamento positivo do livro. Nada em mim indica que eu sigo o que prego. Não sou dado ao abraço irracional nem à confiança nas pessoas. Ferido no passado procurei a felicidade nas coisas pequenas da vida. Desde o cheiro da relva húmida após uma chuva de Verão até a uma lareira aquecendo-me numa noite de Inverno. Com o passar do tempo, a minha idea de felicidade foi perdendo pessoas, desde amigos à família. Até que um dia estava sozinho e sentia-me feliz nesses momentos.
Costuma-se dizer que só sentimos falta do que não temos. Eu pensava que não precisava de pessoas mas quando surgiu a ameaça da perda, perdi o gosto pelo cheiro da relva e pela lareira acolhedora. Nada disso teria sentido. Felizmente tive uma segunda oportunidade e não tenciono desperdiçá-la. Tenciono partilhar todos aqueles pequenos nadas que me traziam felicidade com quem me rodeia, e assim voltar a sentir aquele raro momento de alívio. Mas facilmente o corpo não obedece à mente, e muito menos ao coração. Sou um solitário anónimo e, como tal, tenho que viver cada dia de cada vez, esperando conseguir afastar-me lentamente dos meus velhos hábitos.

quarta-feira, junho 18, 2008

Amendoins

Estou bem disposto.
Sinto-me bem sem conseguir explicar porquê.
Se soubesse não seria a mesma coisa.
O inexplicável não é argumentável,
Está na minha essência e completa-me.

Nada me oportuna em demasia.
Sorrio por tudo e por nada
E tenho vontade de rir.
Estou com o chamado vipe de boa disposição.
E com o vipe volta a estupidez...

A verdade é que puxei o autoclismo
E lavei o trono de porcelana.
Não sei se voltarei a sentar-me lá.
Tive muito tempo aflitinho
Mas agora estou mesmo na boa.

Há quem diga que isto é liberdade.
Eu cá acho que foi dos amendoins.

terça-feira, abril 22, 2008

Le empalance

Esta é a história de como fui empalado. Era uma vez um gajo, um gajo estúpido claro está. Tava o gajo a dormir e acordou com uma merda no ouvido. Era o caralho do despertador.
06:50. Manda o puto o habitual ronco, dá uma cacetada no animal e vira-se para o outro lado.
07:00. Foda-se. Isto inda tá de noite e é preciso alevantar-se? Não. Só mais cinco minutos.
07:10. Bora mandar a mijinha matinal? Mas há qualquer coisa que está mal. A sensação de alívio está acompanhada por uma sensação mental de desconforto. Algo está mal. Nem o coçar do cu atenua o desconforto de um cão que sabe que está a ir ao veternário para ser capado. Mas o tempo passa e é preciso avançar.
07:15. Vestido e cheio de remelas, o choninhas tenta dominar a selva que habita acima da sua testa com um pente que já teve melhores dias e que há muito deveria estar reformado.
07:20. O pacotinho de leite avec cholocolate lá entra devagarinho no bucho, acompanhado pelo maxilase, pois a gosma na garganta é irritante.
07:25. O totó vê-se com tempo e liga a televisão. Como sempre, nada de jeito está a dar. Acaba a ver o ínicio de uma série de sentimentos que já deu 464r437rt4 vezes na televisão (sim, é verdade, a partir deste preciso momento as letras "r" e "t" passam a ser números, porque sim).
07:35. Um puto tá grávido com a irmã da sobrinha da tia da cunhada da mãe dele e a história só agora está a ficar dramática. Mas o palhaço não está a prestar atenção ao enredo. Algo continua mal. A boleia já se deveria ter anunciado mas nickles bitoques. Será que adormeceu? O macaco resolve ligar e sem sucesso fica preocupado.
07:45. a boleia chega e toca. Algo ainda está mal mas o cocó tem que apanhar o elevador depressa porque senão chega atrasado. Boleia sonolenta sem nada de importante.
07:55. Ranheta e facada até arranjam bons lugares para estacionar o carro e vão chegar a horas. Uipi! Será que ainda dá tempo para o café? Não, não há moedas. Tão, bora lá!
08:00. Pera lá, não tá aqui ninguém... Tá tudo atrasado? Hum... Choninhas 2 retira o seu vigor de uma sacola e dá-lhe a utilidade que até agora não tinha tido. Segundo o vigor, os choninhas - o ranheta e facada - são mega estúpidos pois resolveram acordar mais cedo para vir levar porrada do ceginho.
08:10. Na eventualidade de ter que voltar de autocarro e assim demorar cerca de 35 minutos para chegar a casa, zezé camarinha planeia o homicidio suicidado para todos os presentes no trem.
08:12. Facada salva o trem amarelo através do reforço da boleia. Ranheta tenta agradecer entre risos e palavrões.
08:13. FODA-SE!
08:14. É a espiral do inferno!
08:15. CARALHO!
08:16. O palhaço pondera que se fosse atropelado, atingiria o auge do seu dia.
08:18. Como é que é possível?
08:19. Fase da negação.
08:20. O caminho errado é tomado pois cocó continua no veículo em movimento mas é subitamente esquecido.
08:21. Trânsito.
08:22. Cocó é esquecido novamente.
08:23. Puta da velha que foi comer o naco do Edmundo!
08:24. Atropela os putos!!
08:25. És pouco menor, és!
08:26. Finalmente, toino chega à escolinha e agradece a boleia.
08:27. Choninhas tenta provocar um atropelamento de dois putos.
08:30. Choninhas obra (Fox Trot).
08:40-09:30. Dragonball, simulando o camê-a-mê enquanto se come estrelitas do pacote.
09:30-09:40. Dormir ou não dormir. A cama chama mas o ódio é profundo.
09:40. Choninhas obra.
09:45. Bora escrever um post de forma a poder tornar eterno este empalanço? Bora!!

terça-feira, abril 08, 2008

Xhildrenhoody

Um dia acordei suado à tarde. Certas memórias ocultas no meu espírito vieram ao de cima, na minha cabeça, através de certas músicas. Era eu criança de poucos anos e, aparentemente, passava o dia a atirar o pau ao gato. Mas porquê? Será que eu era ainda mais perturbado do que pensava ou seria apenas extremamente estupído? Quer que se dizer, toda a gente sabe que só se atira o pau para o cão ir buscar ou para a girafa engravidar! É do senso comum! Mas o pior é que as memórias só agora começavam a ter a entoação correcta. Eu atirava o pau por um e só um propósito: eu pretendia assustar a soura dona Chica através do berro que eu iria provocar no animal, isto é, no gato. Várias questões surgem assim:

  1. Quem é a Dona Chica? Eu não me lembro de nenhuma soura de renome, assim de rompante. Será que fui drogado e violado com adubo quando era criança por tal dona e agora não me alembra?
  2. Porque pretendia assustar a soura dona? Quais são os meus motivos? Talvez uma pequena vingança pelo acidentezinho do adubo.. Foda-se, se assim for a cabra até teve sorte!
  3. Os gatos berram ou miam?
  4. Porque é que o gato berrou? Com a minha capacidade de apontar para um alvo de forma a acertar no dito cujo, provavelmente teria acertado na dona Chica. Se assim foi, é bem feito pá gaja aprender a não andar a brincar com adubo!

Felizmente, não me lembro do resto da música que representa a minha infância. Mas... Pera aí... NÃO! O que é que eu fui fazer à loja do Mestre André? Eu não sei tocar nenhum instrumento!! E aqueles ruídos do pianinho e parvinho e do catinho? O que foi isso? Será que a soura dona Chica também estava envolvida com o mestre André? Tinham, talvez, uma relação ilegal e ruidosa que envolvia adubo e jovens crianças? Estou deveras a ficar assustado! Tenho que limpar a mente e parar de me lembrar de coisas antes que.....NÃO! CABEÇA PARA BAIXO E RABINHO PARA O AR! Que infância foi esta!?!

terça-feira, março 18, 2008

Underdog

Pedras no sapato,
Mitras na rua,
Desrespeito.
Venha ele!
Acidentes marcantes,
Ataques pessoais,
Mortes estupidas.
Venha ele!
Bullying,
Pernas partidas,
"Facadas" nas costas.
Venha ele!
Doenças prolongadas,
Futuro incerto,
Traições várias.
Venha ele!


Não vejo fraqueza.
Toda a merda acontece ao mesmo tempo e ainda ergo a cabeça e respiro com vontade.
Aqui e em qualquer lugar, agora e sempre, caio e levanto-me.
Caio sozinho; não arrasto ninguém.
Levanto-me sozinho pois sou orgulhoso e desconfiado.
Quando o bom superar o mau, talvez mude. Mas por agora sou o underdog.
Mas remember, só há vencedores quando há derrotados.
Jamais serei vencedor mas também não serei derrotado!

domingo, março 09, 2008

Eureka banzai

Já vejo pessoas.
Não me limito a ouvir
Mas também a observar.
Olhos nos olhos,
As cores ficam mais vivas.
Não me interessa o reflexo
Mas sim o fundo negro,
O chamado poço da alma.
Começo a reconhecer caras,
A lembrar-me do que vi,
De quem vi.
Não só as conversas.
O que vestia, os sinais, as borbulhas.
Os pequenos detalhes já não escapam.
A mim não me interessam,
Mas noto que assim tem que ser.
Só assim me aproximo dos olhos,
Só assim quebro as barreiras,
Um pouco das minhas mas principalmente as dos outros.


Agora só me falta conseguir fazer isso antes das conversas
Pois quando ando pela rua, nada vejo para além de vultos.
Vultos que podem ser amigos que não vi.
Pessoas com quem devia falar.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

O Justiceiro

Como tenho pena das crianças portuguesas que viverão a sua infância sem este pilar a sustentar a forma como pensam. Onde irão buscar o valor essencial de que o carro é o nosso melhor amigo e as permanentes são giras? Onde? ONDE? Estaremos todos perdidos!?!